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História de Caçador PDF Imprimir E-mail

História


 

O município de Caçador mostra em sua história desde seu princípio, a preocupação da população local com o meio-ambiente. Ainda no início, quando Caçador era disputada pelo Paraná e Santa Catarina, os habitantes locais revoltaram-se contra a Companhia Ferroviária e a indústria madeireira para evitar a devastação dos pinhais nas marginais dos trilhos.

Vale lembrar que às margens do Rio do Peixe viviam grupos primitivos, Kaingang e Xokleng, que foram substituídos pelos desbravadores que começavam a chegar a partir o ano de 1881 .

Com a construção da estrada de ferro São Paulo-Rio Grande do Sul, a colonização tornou-se mais intensa e o povoado passou a chamar-se "Rio Caçador", devido a abundância de caça nas margens do rio.

Após o episódio do Contestado (grande conflito de terras, ocorrido entre 1913 e 1916 entre os Estados de Santa Catarina e Paraná que tomou proporções de extrema violência na região) outros grupos começaram a chegar. Caçador então pode contar com o dinamismo, a força e a coragem dos imigrantes poloneses, árabes, italianos, alemães, entre outros, que vieram atraídos pela atividade madeireira. Em 25 de março de 1934, Caçador tornou-se um município independente, emancipando-se política e administrativamente.

Os imigrantes e desbravadores que aqui chegaram se depararam com a exuberância da floresta nativa de araucária. Pouco tempo depois, na década de 40, Caçador já conquistava a fama de capital da madeira, como município maior produtor de pinho serrado do Brasil.

Mas quem conhece Caçador nos dias de hoje, certamente tem dificuldades em acreditar que esta terra possua um passado de muitas lutas e que tenha sido uma comunidade tão diferente do potencial econômico com que hoje é apresentada. Vale frisar que Caçador hoje destaca-se pelas atividades de agropecuária, indústria, do comércio e dos serviços.

Caçador é um município brasileiro do estado de Santa Catarina, localizado no meio-oeste do estado, no Alto Vale do Rio do Peixe, com uma área de 1.009,8 km², altitude média de 920 metros acima do nível do mar, temperatura média anual de 16,6ºC, e precipitação total entre 1.600 e 1.800 mm/ano. Seu ponto culminante alcança 1.308 metros.

Caçador detém o recorde de temperatura mínima, em dados oficiais, do Brasil, com -14°C em 1975. Outro registro, extra-oficial, de -17°C em 1996, no Morro da Igreja, em Urubici, também em Santa Catarina, daria o recorde para este município.

O município possui o aeroporto Carlos Alberto da Costa Neves, equipado com tecnologia que permite pousos e decolagens no período noturno, embora não seja servido por vôos regulares.

Entre as atrações turísticas citam-se a Ponte Coberta de Madeira Antonio Bortolon, que foi construída originalmente em 1924, o Museu do Contestado, a Reserva Florestal do Contestado, maior santuário ecológico da região do meio-oeste e a Floresta Nacional de Caçador, com reflorestamento de pinus e araucária. Grupos folclóricos, como Centros de Tradição Gaúcha (CTGs), mantêm vivas as tradições de seus antepassados.

 


Estado Santa Catarina
Mesorregião Oeste Catarinense
Microrregião Joaçaba
Municípios limítrofes Rio das Antas, Videira , Lebon Régis, Calmon, Macieira e General Carneiro(PR)
Distância até a capital 385 quilômetros
Características geográficas
Área 981,901 km²
População 72.606 hab. est. 2006
Densidade 73,9 hab./km²
Altitude 920 metros
Clima Temperado
Fuso horário UTC -3
Indicadores
IDH 0,793 PNUD/2000
PIB R$ 792.266.364,00 IBGE/2003
PIB per capita R$ 11.591,65 IBGE/2003

  • BRASÃO

 

O Brasão de Caçador é o brasão do município brasileiro de Caçador, situado no estado de Santa Catarina. O brasão foi instituído em 1966 e representa a etnia, origem, cultura e tradição da população caçadorense, num escudo samnítico com desenho dividido em: campo, morrião, suportes e divisa.

A barbadura azul do campo representa a hospitalidade, nobreza, zelo, lealdade e características do povo: nesta bordadura estão colocadas oito perdizes, em ouro metálico, para representar a fauna. Delimitando esta bordadura, a cor prata metálica simboliza justiça, equidade, amizade e pureza. No centro do campo está uma montanha a mostrar o relevo acidentado, em cor vermelha, representando a conquista e povoamento do território, quando os desbravadores enfrentaram os índios e animais selvagens, contando ainda o sangue derramado na Guerra do Contestado.

Encimando a montanha, em cor verde, simbolizando a esperança, a cortesia e a alegria da população, está um pinheiro, símbolo da Floresta de Araucária, também manifestando perseverança e fecundidade. Sobreposto à montanha, em cor prata e malhas em preto está o cão perdigueiro, na simbologia da caça, que deu origem ao nome do município. Em cima do campo do escudo está o morrião, constituído por uma coroa de cor prata formada por oito torres, sendo apenas cinco visíveis na perspectiva, simbolizando a autonomia municipal e a polarização regional.

Suportando o campo e o morrião, à direita está a haste de trigo e, à esquerda, o ramo de videira, com as pontas cruzadas em baixo, simbolizando a riqueza do solo e as primeiras culturas dos imigrantes. A divisa consta, na parte inferior do brasão, entre a ponta do campo do escudo e o cruzamento das hastes-sustentáculas: há um listel, em azul, com a palavra "Caçador" em primeiro plano, com os dizeres "25 de março" e "1934" em cor prata metálica, assinalando a data de instalação do município.


  • BANDEIRA

A bandeira do município catarinense de Caçador é retangular, cujo formato e medidas obedecem às mesmas orientações da bandeira do Brasil para sua confecção e apresentação.

É formada em oitavadas, num campo azul, tendo ao centro um retângulo menor, em campo branco, onde se sobressai o brasão de Caçador. Delimitando as oitavadas, deste retângulo branco partem as oito faixas brancas, com sobre faixas vermelhas, até os quatro vértices e até os pontos médios dos quatro lados.

Salientando as cores azul, branco e vermelho, a bandeira tem o governo representado pela inclusão do brasão, no centro, irradiando sua influência e autoridade, através das oito faixas brancas e vermelhas, a todos os quadrantes do município, cujas terras são representadas pelas oitavadas, em azul.

 
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